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O cacao do Haiti é eleito um dos melhores do mundo

Jila Varoquier | 30 Oct. 2015, 18h44
leparisien.fr
Tradução: André Souto Bahia

Jeudi, Porte de Versailles. Serjuste (à gauche) et Guito (à droite) sont au Salon du Chocolat jusqu’à dimanche soir pour présenter leur fève de cacao reconnue comme l’une des 50 meilleures au monde.
Quinta-feira, Portão de Versailles. Serjuste (à esq.) e Guito (à dir.) estão no Salão do Chocolate até domingo à noite para apresentar seus grãos de Cacao reconhecido como um dos 50 melhores do Mundo. (LP/J.VA).
Nas alamedas do Salão do Chocolate, Guito, vindo do Haiti há alguns dias, sorri. Quarta-feira, os grãos de Cacao de uma das suas cooperativas no Haiti recebeu o "Cacao Awards 2015", e passou a figurar no ranque dos 50 cacaos de excelência do Mundo. Um reconhecimento para a Federação das Cooperativas Cacaoeiras do Norte (FECCANO) e seus 3000 pequenos produtores, financiados pelo seu Estado.

"Este é um argumento a mais para seduzir novos compradores", se alegra Guito. Em 2009, o impulso de 1,2 milhões de euros do Conselho Estadual e a parceria com a Associação Agrônoma e Veterinária Sem Fronteiras (AVSF) trouxe vida e esperança à esta Federação de Cooperativas. Isso lhes permitiu introduzir a etapa de fermentação, revelando o aroma único do grão de cacao haitiano. Desde então, a FECCANO exporta 160 tonaledas e vende a libra (cerca de meio quilo) à U$1,19 no lugar dos U$0,25, em 2008. "Je pude oferecer uma melhor escola para meus filhos. E nossos jovens agora desejam permanecer em nossa terra. Isso não acontecia há poucos anos atrás", garante Serjuste, produtor de cerca de um hectare.

A FECCANO espera ainda crescer "para um dia, não precisar mais de um impulso", continua Guito sem abrir mão do sorriso estampado no rosto. "O prêmio recebido no Salão do Chocolate vai também nos permitir fazer conhecido o setor de Cacao Haitiano". Um setor ainda desconhecido pelos produtores internacionais de chocolate, e largamente subexplorado no Haiti. Conectado com o Estado do Norte, a FECCANO irá se conectar a novas cooperativas, desta vez situadas no sul do país. A Federação poderá ainda dobrar seu volume de produção. Apesar que Guito confessa: "A colheita deste outono não será boa. Fomos afetados pela seca".

À espera de retornarem à sua terra natal, Guito e Serjuste apresentarão seus grãos e contarão sua história até domingo nas alamedas do Salão do Chocolate. Para degustar os aromas exalados do produto final, a "Reine Astrid" situada à Meudon, é a única fábrica de chocolate a utilizar os grãos haitianos.

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