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Hospital de parceria Brasil-Cuba-Haiti fica pronto...




Está prevista para este mês a inauguração do primeiro dos três hospitais comunitários de referência no Haiti que estão sendo construídos por meio da Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti.

O acordo, assinado em março de 2010, tem como principal objetivo reestruturar o sistema de saúde haitiano, seriamente abalado pelo terremoto daquele ano, e vale até dezembro de 2014, podendo ser renovado por mais cinco anos. O Brasil prevê repassar US$ 60 milhões até o fim do pacto.

A ideia inicial, de construir, em até 120 dias, UPAs (unidades de pronto atendimento) a partir do modelo brasileiro, foi deixada de lado em 2011, após a eleição do presidente Michel Martelly. A decisão do atual Ministério da Saúde Pública e da População foi a de fazer hospitais de referência, que incluem cirurgia simples, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina interna e geral e pronto socorro, em Bon Repos, que será o primeiro a ser entregue, Beudet (junho) e Carrefour (julho), todos na região metropolitana da capital, Porto Príncipe.

Segundo Elisabeth Susana Wartchow, coordenadora no Haiti do projeto de Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti, entre os principais problemas de saúde estão a falta de controle de doenças preveníveis por vacinas (como sarampo e rubéola), as mortalidades materna e infantil, verminoses, desnutrição infantil e doenças infecciosas como dengue e malária.

Os índices de saúde preocupam: o país tem alguns dos piores números da América Latina. De acordo com dados do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo, 29% das crianças com menos de 5 anos sofrem de desnutrição crônica (baixa altura para a idade). No Brasil, são 7%. A taxa de desnutrição aguda (baixo peso para a idade) é de 10% no Haiti e de 2% no Brasil.

Por Folhapress

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