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Ação para reestruturar saúde no Haiti completa três anos

Portal da Saúde – Ministério da Saúde


Evento celebra o aniversário da ação que vai aplicar US$ 60 milhões na melhoria dos serviços de saúde e de vigilância no país

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quarta-feira (27) de evento em comemoração aos três anos da Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti. A estratégia é responsável por reestruturar o sistema de saúde haitiano, abalado por terremoto em 2010 e é a maior cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil na área da saúde. O auxílio brasileiro ao Haiti utiliza recursos no valor de US$ 60 milhões até 2014 para operações de assistência especial no exterior e assistência humanitária ao Haiti. O país recebe ações voltadas para as áreas de Atenção à Saúde, Vigilância Epidemiológica e formação de recursos humanos.
O ministro recepcionou a vice-ministra de Saúde de Cuba, Márcia Cobas, a ministra de Saúde do Haiti, Florence Guillaume, orepresentante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Jorge Chedieke o representante da Organização Panamerica de Saúde no Brasil, Joaquin Molina.
Alexandre Padilha disse que a cooperação com o país é uma ação humanitária que defende o princípio de que a saúde é um direito, conforme previsto na Constituição Brasileira. “A cooperação visa construir uma saúde pública no Haiti para atender as necessidades do povo haitiano. Além de afirmar a necessidade e a importância dos países terem serviços públicos universais de saúde”, afirmou.
ASSISTÊNCIA - O projeto desenvolve iniciativas destinadas a melhorar a assistência em saúde e o atendimento à população haitiana. Serão entregues ainda esse ano três hospitais de referência para atender uma população de cerca de 300 mil habitantes – que vão atuar de forma articulada com a rede de Atenção Básica do país –, e um centro de assistência à pessoa com deficiência, único do Haiti que atenderá as demandas da especialidade. Trinta ambulâncias já foram entregues para integrar o sistema de urgência e emergência em Porto Príncipe.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE–Uma das ações desenvolvidas pelo governo brasileiro foi o financiamento da reconstrução de dois laboratórios especializados, inaugurados em novembro de 2012. A ação representou o investimento de R$ 1 milhão, usado na reforma das instalações físicas e compra de equipamentos.
As duas unidades serão responsáveis por realizar os principais exames necessários à identificação de doenças de interesse em saúde pública, como malária, dengue, tuberculose, hanseníase e cólera, além de realizarem o controle de vetores e insetos.
O Ministério da Saúde também disponibilizou, este ano, cerca de R$ 2 milhões para contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis, e para o custeio de apoio operacional, financeiro e material das ações de vigilância no país. Foram selecionados e contratados 13 profissionais haitianos especializados e com ampla experiência em vigilância epidemiológica.
Além disso, o Ministério doou mais de 6 milhões de doses de vacinas BCG (formas graves de tuberculose), Pólio (poliomielite), DPT (difteria, tétano, coqueluche) e DT (difteria e tétano), o que correspondeu ao investimento de R$ 3,6 milhões.
FORMAÇÃO–O projeto realiza também a formação de agentes comunitários para atuarem na Atenção Básica do Haiti. Este ano, foi iniciada a capacitação de 320 alunos. A meta é formar cerca de 1 mil agentes comunitários. O Ministério da Saúde participou ainda do desenvolvimento do currículo dos cursos, treinamento de professores, locação de salas, implantação de uma secretaria escolar e aquisição de equipamentos, computadores e na produção editorial de materiais didáticos para as aulas. Até 2014, está prevista a aplicação de aproximadamente R$ 5 milhões para a área de formação profissional do país.

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