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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Solidariedade é um dos pilares da relação do Brasil com o Haiti, diz embaixador

23 de Dezembro de 2012 • 11h41 • atualizado às 11h45
RENATA GIRALDI
Agência Brasil



Às vésperas de completar três anos do pior terremoto da história recente do Haiti, o país ainda busca a reconstrução. O embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, disse à Agência Brasil que está entre as prioridades da comunidade internacional manter o apoio ao país, e que o governo brasileiro pretende ampliar a concessão de vistos para haitianos. Há ainda projetos de cooperação em energia e saúde, o treinamento de policiais haitianos e até aulas gratuitas de português são organizadas.

'No caso do Brasil, a solidariedade é um dos pilares da nossa relação com o Haiti', disse o diplomata, lembrando que os dois países reúnem uma série de afinidades. Uma das formas de construir, ressaltou Machado e Costa, é pensar no Haiti como um local para investimentos e comércio. Paralelamente, o embaixador disse que os esforços para a melhoria da qualidade de vida da população, com mais segurança e c…

Haiti: 3 anos após terremoto, 360 mil ainda vivem em barracas

21 de Dezembro de 2012 • 13h52 • atualizado às 14h00.

Saúde envia 2 milhões de doses de vacinas ao Haiti

A ação faz parte da cooperação internacional firmada entre Brasil, Cuba e Haiti para ajudar na recuperação dos estragos causados pelo terremoto de 2010.
Mariana Tokarnia

Haiti: nosso pequeno Afeganistão

O Brasil foi ao Haiti para se firmar como potência. Agora, quer sair de lá e não sabe como. É o ônus de quem passou a ser vidraça no cenário global
TERESA PEROSA COM MARCELO OSAKABE
Revista Época

(Foto: divulgação Batalhão Brasileiro de Força de Paz)
CHEGADA
Em abril, militares brasileiros desembarcam em Porto Príncipe, no Haiti, para servir na missão das Nações Unidas. Nossa presença lá já dura oito anos.

As tropas brasileiras estavam havia apenas três meses no comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah), quando o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, discursava na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro de 2004. Lula destacava a emergência da política externa brasileira e pedia uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, se possível com um assento permanente para o Brasil. A missão no Haiti, um país historicamente turbulento, que enfrentara naquele ano mais um golpe de Estado, era a vitrine para mostrar que o Brasil merecia outro status …

Amorim defende permanência de tropas no Haiti com prazo determinado

Agência Brasil
Da BBC Brasil



Brasília - O ministro da Defesa, Celso Amorim, criticou neste sábado (15) a presença, por prazo indefinido, das tropas internacionais no Haiti, e condicionou uma eventual retirada definitiva dos militares ao aumento dos investimentos em infraestrutura no país.

''Não é bom para o Haiti, que é no caso o que mais importa, nem pra ninguém, que as tropas fiquem lá indefinidamente", disse Amorim, em Moscou, na Rússia.

O ministro da Defesa fez parte da delegação oficial brasileira que acompanhou a presidenta Dilma Rousseff em sua visita oficial ao país.

O Brasil exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), e tem o maior número de soldados mobilizados no país, entre 18 nações.

Amorim disse não poder falar em um possível "prazo" para a retirada dos soldados. Segundo ele, é preciso primeiro investir em melhorias no país que permitam diminuir sua dependência da ajuda internacional.

O Haiti é o p…

As vítimas silenciosas do Haiti

Embora o país seja atingido regularmente por desastres naturais e políticos, o estupro é crise especialmente cruel.
Haiti, 17 de dezembro de 2012.
Athena Kolbe e Robert Muggah
The New York Times - O Estado de S.Paulo



Uma mensagem de texto foi o primeiro sinal de que algo estava errado. Na semana após o furacão Sandy atingir o Haiti, nossa equipe de pesquisa estava avaliando os crimes ocorridos após o desastre, a segurança dos alimentos e a oferta de serviços. A mensagem veio de uma pesquisadora haitiana que integrava nosso grupo, uma jovem que estava fazendo seu mestrado, talentosa e entusiasta, que chamaremos de Wendy.
Ela caminhava sozinha a alguns quarteirões do nosso hotel quando foi forçada a entrar numa casa e brutalmente violentada.

Rapidamente localizamos um médico, que se recusou a examiná-la, dizendo que ela deveria passar primeiro pela polícia. Quando contatamos a polícia e após uma penosa entrevista em que o policial perguntou repetidas vezes "o que você fez para fazer …