Pular para o conteúdo principal

Profissionais de saúde do Haiti conhecem SAMU 192

Portal da Saúde – Ministério da Saúde

VISITA TÉCNICA


Grupo visita o SAMU no DF, São Paulo e Salvador para conhecer a estrutural funcional dos serviços de urgência e emergência brasileiros.

O Ministério da Saúde promove nesta semana mais uma ação para o projeto de fortalecimento do Sistema de Saúde e Vigilância Epidemiológica do Haiti. Uma comitiva formada por médicos e enfermeiros haitianos está no Brasil para conhecer o processo de gestão e a estrutura funcional dos serviços de urgência e emergência do SUS. A agenda inclui visitas às principais Centrais de Regulação e Bases Descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) no Distrito Federal, São Paulo e Salvador (BA). Formação e capacitação de profissionais de saúde estão entre os principais objetivos do grupo.

A comitiva dos profissionais de saúde do país caribenho é formada por um psiquiatra, um ortopedista, especializado em traumas, uma enfermeira chefe e dois técnicos de enfermagem. A visita faz parte do Projeto Haiti, cooperação firmada entre os governos do Brasil, do Haiti e de Cuba, voltada ao fortalecimento do sistema de saúde haitiano, destruído por um terremoto que atingiu o país em 2010. No Brasil, o projeto é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com parceiros como a Fundação Oswaldo Cruz e as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFSC). “Dividir conhecimento e experiências com outros países mostra que temos qualidade nos serviços de urgência e emergência no país e estamos no caminho certo”, avaliou o coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Abrahão.

O acordo de cooperação prevê a ajuda do Brasil na recuperação e construção de unidades hospitalares. Também deve contribuir para a aquisição de equipamentos, ambulâncias e insumos de saúde, além de viabilizar bolsas para capacitação de profissionais de saúde haitianos. O governo brasileiro também deve qualificar a gestão assistencial e de vigilância epidemiológica no Haiti e apoiar medidas de fortalecimento do sistema de atenção básica de saúde.

Desde o terremoto, o Ministério da Saúde já doou 30 ambulâncias para o Haiti – todas Unidades de Suporte Básico (UBS) equipadas com Desfibrilador Externo Automático. A população conta também com uma Central de Regulação em Porto Príncipe, capital do país.

A comitiva está em Brasília e na próxima quinta-feira (22), o grupo de haitianos segue para a capital paulista e no dia 24, para Salvador (BA). Na capital baiana a comitiva vai visitar a base do SAMU em Salvador e participar do curso introdutório pelo Núcleo de Ensino do Samu. O retorno para Porto Príncipe está previsto para o dia 2 de dezembro.

AÇÃO CONJUNTA

Há dois anos, desde o terremoto que vitimou aproximadamente três milhões de haitianos, diversas ações vêm sendo desenvolvidas para ajudar o Haiti a se recuperar da tragédia. Dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica foram reconstruídos e estão sendo equipados. Dois técnicos do Laboratório Nacional de Saúde Pública (LNSP) do Haiti receberam cursos de capacitação no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) da Fiocruz, instituição brasileira referência no campo da vigilância em saúde.

Com o objetivo em melhorar o atendimento à população haitiana, estão sendo formados agentes comunitários de saúde. Pelo Projeto Haiti, já foram capacitados 58 agentes e seis turmas estão em processo de formação. Juntas, vão qualificar 180 novos profissionais para atuarem nas regiões de Carrefour, Bon Repos e Beudet, na região metropolitana de Porto Príncipe. A meta é formar cerca de mil agentes comunitários até o término do projeto (em 2014).

Por Cristina Gumiero, da Agência Saúde - Ascom/MS
(61) 3315.6260/3580

Postagens mais visitadas deste blog

As Bolachas de Barro existem mesmo no Haiti ?

Logo que comecei a pesquisar e ler sobre o Haiti, depois de janeiro 2008, sempre ouvi falar (e ler) sobre as tais Bolachas de Barro que os haitianos comiam por causa da miséria e não terem nada mais para comer. Quando aqui pisei pela primeira vez, em julho de 2009, junto com Verônica, essa era uma das "coisas" que a gente planejou ver, mas, mesmo indo a umas oito comunidades diferentes, da Capital e no Interior, passado um dia inteiro com amigos militares dentro das Instalações do BRABAT, e ainda pernoitado na casa de amigos haitianos antes de retornarmos ao Brasil via República Dominicana, não nos deparamos com ninguém que as comesse ou mesmo vendesse.

Nas duas experiências seguintes (outubro 2010 e janeiro 2012) também não encontramos nenhum vestígio dos tais "biscoitos de barro haitianos". Mas, enfim, em 2014, durante um programa sócio-missionário desenvolvido em parceria com a 2ª Companhia de Força de Paz do BRABAT, em Cité Soleil que durou 5 dias, ao visitarmo…

Moringa e Chocolate "Made in Haiti" chegam ao Mercado Norte-americano

Porto Príncipe, 25 de fevereiro de 2016.
Por Haiti Libre

Dois novos produtos haitianos estreiaram no mercado Norte-americano no começo de fevereiro através da Rede "Whole Foods Market", em escala nacional: a "Moringa Green Energy", das Indústrias Kuli Kuli, e as barras de chocolate "Taza Chocolate". Os ingredientes destes dois produtos são comprados diretamente de pequenos produtores agrícolas do Haiti. Este acesso direto ao Mercado, combina ajuda aos agricultores melhorando e desenvolvendo suas capacidades, o que significa um aumento da renda, e beneficiamento dos consumidores nos Estados Unidos de produtos de alta qualidade.
No caso da Moringa, a pioneira é a Organização sem fins lucrativos "Smallholder Farmers Alliance (SFA)", com o apoio da Fundação Clinton. E para os grãos de cacau utilizados na fabricação das barros de chocolate, é a Companhia "Produits des Iles S.A (PISA)".
"Nós ajudamos a conectar os agricultores haitianos di…

Brasil deixará Haiti em 2016: 'Serei o último a partir', diz general

Luis Kawaguti Da BBC Brasil em São Paulo
23 outubro 2015



"Em outubro de 2016, as últimas tropas da ONU vão partir do Haiti. Vou ficar para o último avião e encerrar a missão militar", afirma à BBC Brasil o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, que assumiu há cerca de dez dias o cargo de comandante-geral das forças da ONU no país caribenho e coordenará no próximo domingo a segurança das eleições presidenciais haitianas.

O Conselho de Segurança da ONU determinou neste mês que a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) termine no dia 15 de outubro de 2016, ocasião em que a comunidade internacional espera que um novo presidente haitiano já esteja exercendo seu mandato.

O Brasil comanda o setor militar da missão desde seu início em 2004. Até agora, o governo brasileiro previa que seus 850 militares começassem a voltar para casa em algum momento no ano que vem. Mas uma data oficial não havia sido estabelecida.

Até outubro de 2016, a missão será mantida com o …