Pular para o conteúdo principal

Soldados paquistaneses da ONU são condenados por abuso no Haiti

Reuters
Terça-feira, 13 de março de 2012 10:32 BRT

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE, 13 Mar (Reuters) - Dois soldados paquistaneses das forças de manutenção de paz da ONU foram sentenciados a um ano de prisão pelo estupro de um menino haitiano de 14 anos, após serem considerados culpados por um tribunal militar paquistanês no Haiti, afirmaram autoridades na segunda-feira.

A porta-voz da Organização das Nações Unidas, Sylvie Van Den Wildenberg, disse que juízes de um tribunal militar paquistanês vieram ao empobrecido país do Caribe para realizar o julgamento que resultou na condenação dos soldados na semana passada. Eles foram considerados culpados pelo estupro de um garoto na cidade de Gonaives, no norte, em 20 de janeiro.

Ambos os soldados, que não tiveram os nomes revelados, foram sumariamente dispensados do serviço militar e sentenciados a um ano atrás das grades em sua terra natal, afirmou a porta-voz.

"A ONU foi informada na semana passada por autoridades do Paquistão sobre o veredicto, mas a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) não teve nenhum envolvimento com o processo judicial militar que foi comandado por juízes militares do Paquistão", completou.

Foi a primeira vez que membros de uma missão militar da ONU no Haiti foram julgados e condenados dentro do país.

Diversos soldados das forças de manutenção de paz também foram acusados de estupro, além dos soldados paquistaneses, em casos que alimentaram protestos públicos que exigem que membros das forças da ONU percam a sua imunidade e sejam julgados em cortes haitianas.

O ministro de Justiça do Haiti, Michel Brunache, disse que o veredicto do julgamento dos paquistaneses era um "pequeno passo" na direção certa.

Postagens mais visitadas deste blog

As Bolachas de Barro existem mesmo no Haiti ?

Logo que comecei a pesquisar e ler sobre o Haiti, depois de janeiro 2008, sempre ouvi falar (e ler) sobre as tais Bolachas de Barro que os haitianos comiam por causa da miséria e não terem nada mais para comer. Quando aqui pisei pela primeira vez, em julho de 2009, junto com Verônica, essa era uma das "coisas" que a gente planejou ver, mas, mesmo indo a umas oito comunidades diferentes, da Capital e no Interior, passado um dia inteiro com amigos militares dentro das Instalações do BRABAT, e ainda pernoitado na casa de amigos haitianos antes de retornarmos ao Brasil via República Dominicana, não nos deparamos com ninguém que as comesse ou mesmo vendesse.

Nas duas experiências seguintes (outubro 2010 e janeiro 2012) também não encontramos nenhum vestígio dos tais "biscoitos de barro haitianos". Mas, enfim, em 2014, durante um programa sócio-missionário desenvolvido em parceria com a 2ª Companhia de Força de Paz do BRABAT, em Cité Soleil que durou 5 dias, ao visitarmo…

Moringa e Chocolate "Made in Haiti" chegam ao Mercado Norte-americano

Porto Príncipe, 25 de fevereiro de 2016.
Por Haiti Libre

Dois novos produtos haitianos estreiaram no mercado Norte-americano no começo de fevereiro através da Rede "Whole Foods Market", em escala nacional: a "Moringa Green Energy", das Indústrias Kuli Kuli, e as barras de chocolate "Taza Chocolate". Os ingredientes destes dois produtos são comprados diretamente de pequenos produtores agrícolas do Haiti. Este acesso direto ao Mercado, combina ajuda aos agricultores melhorando e desenvolvendo suas capacidades, o que significa um aumento da renda, e beneficiamento dos consumidores nos Estados Unidos de produtos de alta qualidade.
No caso da Moringa, a pioneira é a Organização sem fins lucrativos "Smallholder Farmers Alliance (SFA)", com o apoio da Fundação Clinton. E para os grãos de cacau utilizados na fabricação das barros de chocolate, é a Companhia "Produits des Iles S.A (PISA)".
"Nós ajudamos a conectar os agricultores haitianos di…

Brasil deixará Haiti em 2016: 'Serei o último a partir', diz general

Luis Kawaguti Da BBC Brasil em São Paulo
23 outubro 2015



"Em outubro de 2016, as últimas tropas da ONU vão partir do Haiti. Vou ficar para o último avião e encerrar a missão militar", afirma à BBC Brasil o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, que assumiu há cerca de dez dias o cargo de comandante-geral das forças da ONU no país caribenho e coordenará no próximo domingo a segurança das eleições presidenciais haitianas.

O Conselho de Segurança da ONU determinou neste mês que a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) termine no dia 15 de outubro de 2016, ocasião em que a comunidade internacional espera que um novo presidente haitiano já esteja exercendo seu mandato.

O Brasil comanda o setor militar da missão desde seu início em 2004. Até agora, o governo brasileiro previa que seus 850 militares começassem a voltar para casa em algum momento no ano que vem. Mas uma data oficial não havia sido estabelecida.

Até outubro de 2016, a missão será mantida com o …