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Com técnico brasileiro, Haiti sonha com 2014: 'Acreditamos de verdade'

Por globoesporte.com
Porto Príncipe, Haiti
02/11/2011 17h50
Parcialmente destruído por terremeto e guerra civil, país se reconstrói por meio do esporte e depende de si para avançar à fase final da Concacaf
Depois de disputar a Copa do Mundo de 1974, o Haiti jamais teve perfomance semelhante à de agora, quando depende apenas de suas forças para avançar à fase final das eliminatórias da Concacaf. Envolto por crises políticas, guerra civil e até um terremoto, que destruíram parte do país, conseguiu superar as dificuldades com bom futebol e já pensa alto: quer viajar ao Brasil em 2014.

Acesse a tabela das eliminatórias da Concacaf e fique por dentro!


Para isso, conta com jogadores que adquirem experiência no futebol europeu e até na MLS (Liga Americana de Futebol), além de um técnico brasileiro, que vem dando um toque diferente no jeito de o time jogar. Atualmente, só dois pontos separam o Haiti de Antígua e Barbuda, o líder do Grupo F, mas os dois últimos confrontos (dias 11 e 15) serão justamente contra o rival.


Jogadores do Haiti comemoram um dos gols da vitória por 6 a 0 sobre as Ilhas Virgens (Foto: AP)

- No fundo, acreditamos de verdade. Ser eliminado já nesta fase seria uma decepção enorme - admite o meia Jean-Marc Alexandre, do Real Salt Lake-EUA em entrevista ao site da Fifa.

Edson Tavares, comandante da seleção local, assumiu o trabalho após a autoestima ter sido recuperada com a surpreendente ida às quartas de final da Copa Ouro, em 2009. Ele já passou por clubes da Jordânia, China e Suíça.


Repórter da TV Globo, Régis Rösing constatou a miséria e a vontade de crescer (Foto: Divulgação)

- O treinador trouxe uma filosofia ofensiva que combina com a nossa mentalidade. O discurso dele é muito respeitado e o seu sistema de jogo corresponde às nossas qualidades. Se todos estão jogando no seu melhor nível na equipe nacional, é graças a ele. Pela primeira vez em muito tempo, estamos todos na mesma sintonia - acredita Alexandre.

O zagueiro Reginal Goreux, do Standard Liége, da Bélgica, e o atacante Jean-Eudes Maurice, do Lens, da França, são alguns dos principais líderes do Haiti, que mantém média de idade entre 25 e 26 anos. Por isso, acredita que vai ter um grupo pronto par fazer bom papel no Mundial. Em 2012, caso passe por Antígua, se juntará a times como México, EUA, Costa Rica e Honduras, além dos qualificados na disputa atual.

- Faremos o que for preciso, estou confiante. Não temos o menor direito de errar nessa partida (do dia 11, frente a Antígua). Se perdermos, acabou. A pressão é grande, mas temos as qualidades técnicas e psicológicas necessárias para corresponder às expectativas. Com o apoio do público, tudo será diferente - concluiu o meia.

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