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Brasil vai começar a retirar tropas do Haiti em março, diz Amorim

BBC | 29/09/2011 19:16

Ministro da Defesa diz que 257 dos 2,2 mil militares brasileiros que fazem parte da missão da ONU deixarão o país caribenho


Foto: ReutersAmpliar

O ministro da Defesa Celso Amorim afirmou que a situação de segurança melhorou muito no Haiti (6/9)

O Brasil deve começar a retirada parcial de suas tropas no Haiti em março de 2012, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim. Segundo Amorim, 257 dos 2,2 mil militares brasileiros que estão na Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) deixarão a ilha caribenha nessa data, de acordo com a Agência Brasil.

Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o ministro disse que "tudo depende do plano (de retirada) da ONU", mas que o Brasil é o país que menos reduzirá seu efetivo no Haiti. Além dos brasileiros, outros 1,6 mil oficiais de outras nacionalidades devem deixar a missão da ONU no início do ano que vem.

Saída gradual

Para o ministro, a retirada das forças de paz deve ocorrer gradualmente, para entregar o controle do Haiti a seu próprio governo de maneira coordenada, já que, segundo ele, a segurança social no país já havia sido consolidada. "Não devemos e não queremos nos eternizar no Haiti, mas também não vamos sair de maneira irresponsável", afirmou.

Amorim disse que o objetivo inicial é reduzir as tropas para o número de soldados brasileiros que estavam no país antes do terremoto de janeiro de 2010. Após o tremor, cerca de 900 militares brasileiros extras foram enviados ao país.Unasul

Entre o efetivo brasileiro que deixará o Haiti, não estarão membros do batalhão de Engenharia, que têm atuado na reconstrução de pontes, poços artesianos e produção de energia, entre outras obras emergenciais.

No início desse mês, durante visita a Buenos Aires, Amorim já havia defendido a reduçãogradual das tropas, a partir da definição de um cronograma conjunto dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) com a ONU, antes da retirada total. "Não podemos ter uma saída desorganizada que gere uma situação de caos", disse o ministro na época.

Embora Amorim não tenha feito referência ao assunto, há rumores de que as tropas da Minustah estejam enfrentando uma resistência cada vez maior por parte dos haitianos. A situação foi agravada após acusações de que militares uruguaios teriam abusado sexualmente de um jovem haitiano.

Em sua visita à Argentina, o ministro afirmou que tal episódio não poderia contaminar toda a missão, mas admitiu problemas com a permanência estendida dos militares no país. "Qualquer tropa em qualquer lugar do mundo sofre desgaste", afirmou.

O mandato brasileiro como chefe da missão também passará por votação para ser renovado.

Líbano

O Congresso aprovou nessa quarta-feira o envio de forças brasileiras para compor a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o governo prepara o envio de um navio da Marinha, equipado com um avião e até 300 tripulantes.

Criada por meio de resolução do Conselho de Segurança da ONU em 1978, a Unifil tinha como objetivo original supervisionar a retirada das tropas israelenses do território do Líbano. Após a crise entre os dois países ocorrida em 2006, o Conselho de Segurança reforçou a missão e adicionou à sua missão o monitoramento do fim das hostilidades e a contribuição para o acesso de ajuda humanitária a civis.

O Brasil iniciou sua participação na Unifil em fevereiro desse ano, com um destacamento de oito militares. A missão conta atualmente com 11.746 militares, 351 funcionários civis internacionais e 656 nacionais.

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