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Venezuela: Iniciam debates de IV Encontro de Afrodescendência

Noticias de Prensa Latina

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Caracas, 20 jun (Prensa Latina) Representantes de numerosos países iniciarão hoje aqui as sessões de trabalho do IV Encontro Internacional da Afrodescendência, com um olhar no papel desse setor étnico nos diferentes movimentos sociais da região. A agenda da primeira jornada do evento inclui uma conferência sobre as transformações revolucionárias na zona, bem como uma conferência relacionada com a globalização e o direito à autodeterminação dos povos.

Entre outros temas, a disputa também contempla intercâmbios em torno do Ano Internacional da Afrodescendência, o Bicentenário das independências no continente e a criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

Esse último bloco, cujo nascimento está previsto para o próximo 5 de julho, excluirá de sua lista a Estados Unidos e a Canadá.

Prévio à abertura oficial do IV Encontro Internacional da Afrodescendência, dedicado a Haiti, vários agrupamentos venezuelanos realizaram a véspera uma tomada cultural de Caracas.

Música e conversas para sensibilizar à população sobre o tema estiveram presentes na praça dos Museus e os bulevares César Rengifo e Sabana Grande.

Tal como estava previsto, a inauguração teve lugar no hotel Alva Caracas e contou com a participação do presidente e vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Fernando Soto e Aristóbulo Istúriz, respectivamente, entre outras personalidades.

Istúriz disse a Prensa Latina que o foro adotará um documento com a necessidade de criar uma comissão permanente de afrodescendentes para monitorar a solidariedade com Haiti, velar pelo cumprimento das promessas de assistência e o respeito a essa nação caribenha.

Assim mesmo se redigirá outro texto com os projetos, anseios e aspirações não atingidas pelas populações afrodescendentes, o qual será apresentado à Celac para que o inclua nas propostas e planos desenvolvidos no seio dessa instância, explicou.

Entre as contribuições da Venezuela ao Encontro estará o projeto de Lei contra a Discriminação Racial, cuja segunda e definitiva discussão no Hemiciclo será a princípios do mês próximo.

A atividade culminará com a Declaração de Caracas, a qual recolherá as jornadas de análise e as propostas surgidas durante os debates.

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