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Tremor no Haiti: de Avivamento

Tenente-coronel e capelão do Exército brasileiro, o pastor Walter Pereira de Mello fala sobre os trabalhos evangelísticos e da experiência em compor a missão de paz liderada pelo Brasil, no Haiti.

Marcos Stefano
Jornalista da Revista Eclésia
Como seria bom se certas datas fossem, subitamente, apagadas da memória coletiva; mas esquecer, especialmente para os haitianos, do terremoto sem precedentes que praticamente devastou o país mais pobre do continente americano e fez milhares de milhares de vítimas – estima-se que o número de mortos tenha chegado a 300 mil –, é algo que foge completamente do controle humano; principalmente porque, agora em janeiro, a tragédia completa seu primeiro ano. Não bastassem as ocorrências naturais – pela localização geográfica da Ilha de Santo Domingo, da qual o Haiti faz parte, a ameaça de furações é constante –, atualmente o país sofre também com o surto generalizado do cólera, epidemia que já chegou à capital Porto Príncipe, onde vivem cerca de 2, 4 milhões de haitianos – a grande maioria em condições precárias de saúde e saneamento.

Diante de tantos infortúnios, melhor então tentar focar as atenções nas “coisas” boas e nas lições que ficam em decorrência das tragédias, como a ajuda humanitária internacional; a mobilização generalizada engajada na reconstrução do país; a missão de paz promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), liderada pelo Brasil e que perdura há mais de seis anos; enfim, em atos que demonstram o quanto o ser humano pode, e deve, solidarizar-se para com o próximo, independentemente de raça, etnia ou religião.

Tenente-coronel e capelão do Exército brasileiro, Walter Pereira de Mello é um desses homens que, além da motivação solidificada pela fé cristã, também traz dentro de si a aptidão do comprometimento assistencial; afinal, a própria Bíblia diz em Lc 10.27:

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. Natural de Duque de Caxias (RJ), o pastor serve o Comando Militar do Planalto (CMP) desde 2007 e, atualmente, integra o 13º Contingente Militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) – ele é o segundo pastor evangélico a participar da missão, já que nos últimos anos os aconselhamentos e acompanhamentos às tropas eram realizados, quase que exclusivamente, por padres católicos.

“Apesar das significativas carências e desafios, considero muito positivo o trabalho da MINUSTAH e, em particular, das tropas brasileiras. Basta lembrarmos que o país vivia dominado pela violência e pelo terror das gangues e, a partir de 2006, foi pacificado graças à ação mais efetiva do governo haitiano, da ONU, das ONGs e da ajuda humanitária internacional”, antecipa.

Teólogo e mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), o militar é também membro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e até maio do ano passado, pouco antes de embarcar para o Haiti, compôs o quadro de pastores da Igreja Presbiteriana Nacional (IPN), em Brasília, onde reside sua família – a esposa Marta, as filhas Évelin e Érika, e o genro Bruno Tavez, por ele tido como um filho. “São mais de 28 anos de casado, e sinto muitas saudades da minha família, que me incentiva, apoia e ora para que a missão a mim confiada seja cumprida com êxito”, agradece.

Em entrevista exclusiva à ECLÉSIA, diretamente de Porto Príncipe, onde está fixada a Base General Bacellar, sede do 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABATT 1/13), o pastor apresenta um quadro geral do país que, aos poucos, vem sendo reconstruído, tanto social como politicamente. Fala ainda sobre a importância do trabalho dos capelães evangélicos, da satisfação de fazer parte da missão de paz e de poder testemunhar, mesmo diante de tantos problemas, o tremor de um intenso avivamento espiritual numa região praticamente renascida das cinzas – no caso do Haiti, talvez seja mais apropriado: salvo das águas.

Qual é o resumo que você faz da sua vida – em todos os aspectos – antes e depois de se tornar pastor e capelão militar?
Eu nasci num lar evangélico em maio de 1960. Fui matriculado no berçário da Igreja Metodista de Mantiquira, em Duque de Caxias (RJ), com um mês de idade e batizado lá mesmo. Sou filho de uma família simples e tive bons amigos na adolescência, mas que à época não tinham qualquer compromisso com Deus. Isso me levou a afastar das atividades da igreja e a buscar as experiências mundanas no namoro, nos usos e costumes, até ser visitado pelo jovem evangelista Silas da Silva Corrêa, que me regou novamente com a Palavra. Apesar de curto, o tempo que permaneci distante da genuína comunhão com Deus foi suficiente para entristecer em muito o coração dos meus pais que, em momento algum, deixaram de orar e esperar pelo meu retorno. Uma coisa ficou muito clara ao longo do tempo: que o Senhor nunca se esqueceu de mim. Ele me livrou dos pecados mais graves – se é que podemos mensurar pecados pelo tamanho – e guardou a minha vida para uma verdadeira conversão a seu serviço. Acredito que tudo foi fruto de sua eterna misericórdia e das orações de meus pais que sempre me amaram intensamente. Hoje, com maior experiência de vida, eu olho para trás e vejo que a partir do dia da minha conversão pessoal tudo mudou para muito melhor: Deus me encaminhou profissionalmente, deu-me a mulher da minha vida, duas filhas e, mais tarde, um genro, que eu tenho como um filho do coração. Mas, acima de tudo, deu-me a capacidade de entender e pregar o Evangelho da salvação a toda criatura.

Qual é a sua ligação com a Associação Pró-Capelania Militar Evangélica do Brasil (ACMEB), de Brasília?

Tenho o privilégio de fazer parte do nascimento da ACMEB e hoje, com muita alegria, sou um dos associados. A associação era um sonho antigo de se ter um meio de integração das igrejas evangélicas que possuem capelães pastores nas Forças Armadas, na Polícia e Bombeiros Militares de todo o Brasil. Atualmente, a ACMEB cumpre esse papel e é reconhecida pelo Ministério da Defesa. Com orgulho, eu posso dizer que sou parte integrante dessa história.

Liderada pelo Brasil, a missão de paz promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti completou seis anos em junho de 2010. Como você analisa esse trabalho e como foi que se integrou à missão como capelão?
Apesar das significativas carências e desafios, considero muito positivo o trabalho da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e, em particular, das tropas brasileiras. Basta lembrarmos que o país vivia dominado pela violência e pelo terror das gangues e, a partir de 2006, foi pacificado graças à ação mais efetiva do governo haitiano, da ONU, das ONGs e da ajuda humanitária internacional. É evidente que os avanços não caminham na velocidade que gostaríamos, uma vez que as demandas são enormes. Esses anos representam 12 contingentes de 6 meses cada; e, somente o primeiro, em 2004, contou com a participação de um pastor capelão – o major Ivan Xavier. A assistência aos militares do segmento evangélico era um anseio mútuo, do rebanho em missão de paz e dos pastores capelães. Assim, após a insistente apresentação desses anseios aos órgãos militares competentes, verificou-se a real necessidade da presença de um pastor evangélico no Haiti. Então, eu me voluntariei e fui selecionado para a missão, razão pela qual estou aqui e muito feliz por sinal.

Quando você chegou ao Haiti, e quando terminam os trabalhos do 13º Contingente?

Cheguei em Porto Príncipe em 31 de julho de 2010, e tenho, como previsão de retorno, o dia 29 de janeiro de 2011. Isso, se Deus permitir.

Qual é o retrato sociopolítico e religioso do país atualmente?

Do ponto de vista social, o Haiti possui grandes desafios a serem enfrentados, como por exemplo: levar água tratada à população, coleta sistemática de lixo, moradia, sistema de esgoto e educação. A situação, que já era delicada antes, agravou-se ainda mais após o terremoto de janeiro de 2010, que fez mais de 250 mil vítimas fatais. No entanto, o governo, com o apoio da ONU e da comunidade internacional, tem envidado esforços para reverter esse quadro. Quanto à política, a partir da escolha do novo presidente o país deverá lançar as bases para o processo de reconstrução. Em relação à religião, sobretudo no campo evangélico, cada vez mais o povo tem experimentado um avivamento espiritual muito forte e bonito, com igrejas constantemente lotadas e pessoas em genuína adoração ao Senhor.

Há muitos missionários e pastores evangélicos atuando no país ou participando da missão de paz?

Tenho mantido contato permanente com missionários brasileiros, americanos, chilenos, colombianos e de outras nações. Muitos países, em especial o Brasil, têm enviado missionários para evangelizar, reconstruir templos, ajudar nas escolas, orfanatos e a todos que se encontram em dificuldades. Dentro da base militar, temos muitos diáconos, presbíteros, evangelistas e colegas pastores, que, sem perder o foco das funções a que foram designados, colocam-se como verdadeiros missionários em terras estrangeiras. Além de lutarem nas áreas administrativas e participarem das operações militares, eles lideram os núcleos de soldados evangélicos organizados nas diversas unidades do nosso contingente e, quando autorizados, visitam igrejas e instituições de apoio às famílias carentes.

Como é o relacionamento dos evangélicos com membros de outras confissões religiosas?

De harmonia, numa visão única de reconstrução da paz e da vida social do povo haitiano.  

Quais as maiores dificuldades enfrentadas por um estrangeiro num país que está praticamente sendo reconstruído, não somente nas questões religiosas, mas num sentido geral?
Apesar de simples, nossa base militar é muito segura, estável e dispõe de todos os meios para uma vida saudável, tanto na área física quanto emocional e espiritual. Contudo, os que dependem do meio civil se deparam com a precariedade do transporte urbano, das acomodações em hotéis e de alimentação, haja vista que, em grande parte da cidade ou do país, falta energia elétrica, água encanada, rede de saneamento público etc.  

Após o terremoto de janeiro de 2010, as estratégias da força-tarefa brasileira parecem ter mudado um pouco de foco: enquanto muitos soldados estão retornando, engenheiros engajados na reconstrução das cidades e religiosos com a incumbência de cuidar do lado espiritual das tropas, estão embarcando para o Haiti. O que você pode dizer sobre isso?
Na verdade, há um número exato de militares estipulado pelas Nações Unidas para compor as tropas da missão de paz. Entre elas, as brasileiras que, em virtude do terremoto, contam com a participação de mais um Batalhão de Infantaria de Força de Paz – o BRABATT 2 –, para reforçar as atividades de segurança, que é o objetivo precípuo da nossa tropa. Contudo, dada às necessidades pós-terremoto, foram desenvolvidas atividades emergenciais de ajuda humanitária, isso sem perder de vista a missão principal que permanece até hoje, ou seja, gerar e manter um ambiente seguro e estável em nossa área de responsabilidade dentro do país. Desde o início da missão contamos com o apoio da Companhia de Engenharia de Força de Paz, que tem a incumbência de cumprir as demandas da MINUSTAH, como manutenção de vias e pontes, reparação de edificações, perfuração de poços artesianos, abastecimento de água e outras áreas específicas de engenharia. E, quanto aos religiosos, cada batalhão traz um capelão – um padre para um e um pastor para outro – para que, assim, haja uma coordenação no atendimento e todos sejam assistidos em suas respectivas necessidades espirituais. Especificamente, o BRABATT 1/13, que é o meu batalhão, foi privilegiado com a presença de dois capelães.

Como foi a passagem do furacão Tomas, e como o país está se preparando diante da constante ameaça de novas tempestades tropicais?
Embora a temporada de furações já tenha passado, posso dizer que foi uma experiência marcante. Dias antes da possível chegada dele a Porto Príncipe, fui chamado por uma de nossas autoridades militares que me disse: “Capelão, mande seu povo orar, porque o Tomas está vindo aí e a coisa está feia”. Muitos oraram na base, nas igrejas e também no Brasil; e ele realmente chegou bem perto, mas mudou de rumo e foi embora sem trazer nenhuma consequência mais grave. Certo mesmo é que Deus atendeu à oração do seu povo.

E quanto ao surto do cólera?

Conforme mencionado antes, o Haiti tem uma infraestrutura social e econômica bastante debilitada, o que acarreta em condições não desejáveis de higiene e saneamento básico. A falta de acesso pleno à água tratada, aos serviços de coleta de lixo e a um adequado sistema de esgoto tem contribuído para deixar a população, especialmente as crianças e idosos, mais vulneráveis ao surto de doenças como o cólera. O que não falta, no entanto, é empenho da MINUSTAH e do governo para controlar esse quadro.

Em sua opinião, no que a religião pode, efetivamente, contribuir nesse processo de reconstrução e restauração da ordem social por que passa o Haiti?
Entendo que somente uma verdadeira aproximação com Deus pode manter ou trazer novos princípios éticos, morais e espirituais a toda e qualquer pessoa, independente do credo ou da nação a que ela façaparte. Eu tenho visto isso com meus próprios olhos, pois embora não estivesse aqui antes desse grande movimento de conversão e avivamento pós-terremoto, ouço constantemente que o povo está mudando para melhor a partir dessa comunhão.

Como os brasileiros são vistos pelos haitianos?

Amados até o fundo do coração, bem vistos e bem quistos em todos os locais. O soldado brasileiro tem uma característica própria que facilita em muito sua interação com a população, e consegue transmitir confiança e sinceridade nas suas ações. Entre as várias virtudes, destaco a cordialidade, a solidariedade e o profissionalismo.

Por ser pastor, provavelmente sua atividade é motivada também por uma causa evangelística. Como é realizado esse trabalho?
Por princípios básicos da capelania militar, toda atividade evangelística deve ser realizada com muita prudência e respeito à visão religiosa do próximo. Porém, faço isso permanentemente por meio do testemunho pessoal, pregando o mais puro e genuíno ensino da Palavra de Deus, tanto dentro como fora da base militar. Claro, sempre que possível e autorizado. O fruto desse trabalho tem sido de transformação e manutenção espiritual daqueles que já possuem uma vida de compromisso com Deus.

Além dos soldados brasileiros, suas ações evangelísticas também se aplicam ao povo haitiano? Como eles as recebem?
Nossa atividade junto aos haitianos se dá nas igrejas evangélicas, nos orfanatos ou, quando solicitado, em eventos chamados de Ações Cívico-Sociais (ACISO), promovidos pelo batalhão junto à comunidade local. A receptividade é plena e cheia de gratidão, como também não é raro o pedido de retorno.

Você pode relatar alguma situação de grande, ou extrema, dificuldade vivida até o momento?

A distância da família é o que fala mais alto; afinal são cerca de seis meses longe de casa, incluindo Natal, Ano Novo, aniversário da esposa e outros momentos especiais. Contudo, a visão familiar é que todo esse sacrifício vale a pena.

Há, atualmente, igrejas evangélicas no país? Onde estão concentradas, principalmente?

Há muitas, em todas as cidades. Na área urbana da capital, praticamente em cada rua há uma igreja – às vezes, uma ao lado da outra. E embora várias delas tenham perdido tudo com o terremoto, mesmo assim as reuniões acontecem sob tendas improvisadas com os irmãos sentados em tábuas, sem aparelhagem de som e sem banheiros, mas cheios do poder de Deus.

Por trabalhar o lado espiritual e emocional dos soldados, você chega às vezes a se envolver emocionalmente? Como conciliar, nessas horas, razão com emoção?
Isso vai além da técnica, é preciso contar com a bênção para amar, chorar e sorrir com quem é assistido sem se deixar envolver ao ponto de se desgastar. Em contrapartida, Deus também nos assiste, diretamente, ou então enviando irmãos que nos servem de amparo nas horas em que precisamos aliviar nossas tensões emocionais. É maravilhoso fazer parte dessa família da fé.

Você pode compartilhar o testemunho de algum soldado brasileiro que tenha necessitado de auxílio espiritual?
São muitos. Teve um relacionado a um militar que perdeu o pai, morador de uma cidade do Sul do Brasil. Pela perda e também pela impossibilidade de participar do funeral, seu estado emocional estava bastante abalado. Após ouvi-lo atentamente e orar com ele, nós o colocamos em contato direto com alguns membros de sua família, com os quais também tivemos a oportunidade de conversar. No dia seguinte, o jovem soldado me procurou para uma nova conversa: “Pastor, ontem meu coração estava completamente em pedaços de tanta tristeza, mas depois que o senhor orou comigo e com a minha família pelo telefone, algo diferente o encheu e eu senti uma paz muito grande. Tenho certeza de que Deus estava me abençoando”, disse-me. Com isso, mais uma vez eu pude constatar e mostrar a ele que a paz de Cristo excede todo o nosso entendimento.

Qual é a maior motivação e qual a avaliação que você faz do seu trabalho como capelão?

Minha maior motivação é servir a Deus e ao próximo como soldado de Cristo e, durante esse tempo que estou no Haiti, como soldado da paz. Para mim, a presença de um capelão no meio militar, especialmente no cumprimento de uma missão de paz como essa, é de fundamental importância para o bem-estar moral, emocional e espiritual da tropa. 

Qual é a lição ou o aprendizado que fica diante de um trabalho, ou de uma missão dessa natureza?

A de que podemos e devemos fazer muito mais, ou seja, fazer tudo que vier às nossas mãos com amor e dedicação a Deus, às pátrias envolvidas e ao próximo, seja ele quem for.

Por fim, quais as perspectivas futuras para o país e o povo haitiano?
Há indicativos de que aos poucos o Haiti está reagindo. O comércio informal está funcionando, as pessoas estão circulando livremente nas ruas, o calendário escolar está em execução e, embora com limitações, o aeroporto e o porto estão em atividade. Houve avanços significativos com a realização, em novembro, do primeiro turno das eleições presidenciais (o segundo turno deve acontecer na segunda quinzena de janeiro). Tudo transcorreu dentro de um clima de relativa tranquilidade, graças ao suporte da MINUSTAH, cujo trabalho tem sido muito positivo, embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido para a reconstrução plena do país.

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