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Jô é aclamada madrinha de programa de cooperação ao Haiti

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) assinou como madrinha e testemunha, o Termo de Compromisso do “Programa Contagem, Betim e BH: Um belo horizonte para o Haiti – Programa de Formação de Jovens Lideranças”

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) assinou como madrinha e testemunha, o Termo de Compromisso do “Programa Contagem, Betim e BH: Um belo horizonte para o Haiti – Programa de Formação de Jovens Lideranças” – formalizado na manhã de terça-feira(3) durante um workshop que reuniu representantes do Ministério das Relações Exteriores; da Frente Nacional de Prefeitos, das três cidades parceiras; de universidades; o presidente da Haiti Global Vision Ministries, Leonel Raphael, e estudantes daquele país, entre outros convidados, no Espaço Municipal da sede da PBH, no Centro.

A reunião de trabalho é uma das etapas do processo de sistematização do programa como boa prática de cooperação entre países, já que foi uma das 15 iniciativas selecionadas pela Força-tarefa em Cooperação Sul-Sul (Task Team on South-South Cooperation) da Organização dos Países para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para disputar insumos de casos como referência desta cooperação. A OCDE agrupa os 20 países mais industrializados da economia de mercado. Os projetos serão levados à avaliação na reunião que acontecerá em novembro, na Coréia.

Origem Representando uma parceria entre as prefeituras de Belo Horizonte, Betim, Contagem e o Instituto Metodista Izabela Hendrix, o “Programa Contagem, Betim e BH: Um belo horizonte para o Haiti – Programa de Formação de Jovens Lideranças Haitianas” está sendo estudado sob a liderança da Universidade de Antioquia, da Colômbia.

A iniciativa nasceu de uma articulação entre a deputada Jô Moraes, o Izabela Hendrix, estudantes haitianos e a PBH, logo após o terremoto que devastou aquele país caribenho, e ganhou corpo com a integração das outras duas prefeituras de região metropolitana e de organismos da sociedade civil.

O propósito inicial era o de manter 20 estudantes haitianos estudando no Brasil – e, para tal, eles precisam se manter, ou seja, ter recursos para deslocamento, alimentação e moradia. Bolsistas do Izabela Hendrix, os estudantes foram selecionados pela congregação de igrejas metodistas Haiti Global Vision Ministres no âmbito do Programa de Capacitação de Jovens de Países em Reconstrução. São alunos de

Arquitetura, Engenharia Civil, Ambiental e de Produção, Nutrição, Administração e Biomedicina que vieram para o Brasil nos anos de 2007 e 2008.

IntegraçãoDurante o workshop Jô Moraes propôs a integração do Governo do Estado ao processo. Uma iniciativa que ficou de articular com os demais gestores e que foi saudada pelo secretário Municipal Adjunto de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, para quem a participação do Estado é fundamental na ampliação e consolidação das parcerias, ocasião em que destacou a contribuição da deputada e a aclamou madrinha do projeto.

O prefeito de Várzea Paulista e segundo vice-presidente de Relações Internacionais da Frente Nacional de Prefeitos, Eduardo Tadeu, falou do interesse da entidade neste intercambio entre cidades e nas relações internacionais que enseja. Uma delas foi a disponibilização de recursos federais não só para cidades haitianas como também para municípios africanos. Recursos voltados à superação de catástrofes e dramas decorrentes da miséria.

Tadeu ressaltou que o Programa de cooperação BH, Betim e Contagem é a única experiência analisada internacionalmente que abrange a cooperação entre cidades. E este é um diferencial importante, observou.

O diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ministro Marco Farani explicou que a instituição é, uma unidade do Itamaraty, mas ainda não se configura uma agência de fato, por não ter estrutura física; de pessoal e orçamento próprio. “ “Cooperação implica agência com corpo técnico treinado, sede e recursos orçamentário”. Ele alertou ainda que nos países desenvolvidos as agências aplicam recursos vultosos em cooperação técnico-financeira. “Uma ação que deve ser coordenada, articulada, solidária, com propósitos claros, específicos”, disse. Uma ação com este foco tem dividendos políticos como conseqüência, exultou. A despeito das dificuldades e até dos contratempos enfrentados pelo Brasil para ajudar o Haiti, o diplomata considera que há avanços rumo à consolidação do papel de país que também se destacará no âmbito da cooperação técnica.

O ministro Marco Farani, assim como o prefeito Eduardo Tadeu, os representantes das prefeituras de BH, Betim e Contagem, o reitor do Izabela Hendrix, David Barros, e a deputada Jô Moraes assinaram o termo de compromisso do Programa Contagem, Betim e BH: Um belo horizonte para o Haiti – Programa de Formação de Jovens Lideranças Haitianas.

De Belo Horizonte,
Graça Borges 

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