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Haitianos escolhem presidente em clima de calma

PORTO PRÍNCIPE — Quase cinco milhões de haitianos votaram no domingo para eleger o presidente em um dia sem incidentes graves, mas marcado pelo retorno do ex-presidente Jean Bertrand Aristide e algumas irregularidades.
Os resultados preliminares devem ser divulgados em 31 de março e os definitivos são esperados para 16 de abril.
"A democracia triunfou e permitam-me saudar o principal artífice desta vitória: o povo haitiano", disse Gaillot Dorsinvil, presidente do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), durante a entrevista coletiva que encerrou o dia de votação.
Como nota negativa, o CEP e a polícia haitiana informaram a morte de duas pessoas em incidentes vinculados à votação, uma no departamento de Nord-Ouest e outra no de Artibonite (centro).
O rapper Wyclef Jean, partidário do candidato Michel Martelly, foi ferido a bala na mão na noite de sábado em Porto Príncipe, , mas já "está bem", segundo fontes próximas a ele.
Os 4,7 milhões de eleitores escolheram o sucessor do presidente René Préval.
O vencedor entre Mirlande Manigat, uma acadêmica e ex-primeira dama de 70 anos, e o cantor Michel Martelly, de 50, deverá assumir a reconstrução do país mais pobre das Américas, devastado por um terremoto em janeiro de 2010 que matou 222.000 pessoas, e por uma epidemia de cólera.
Em um comunicado, a Missão da ONU no Haiti (Minustah) felicitou os haitianos pelo "espírito patriótico, a calma e a disciplina demonstradas".
"O evidente entusiasmo dos eleitores mostra a importância que o povo haitiano dá à democracia", completa o texto.

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