Pular para o conteúdo principal

Haiti confirma 4.334 mortes provocadas pela epidemia de cólera

AGêNCIA BRASIL - 10/02/2011 14h24

As autoridades do Haiti confirmaram hoje (10) que 4.334 pessoas morreram em decorrência da epidemia de cólera no país. Segundo as autoridades, os números aumentam diariamente. Pelos dados do Ministério da Saúde Pública e da População no Haiti, 220.784 pessoas foram infectadas pela doença. As informações são da rede multiestatal de televisão, Telesur.
Segundo as autoridades, mais de 118 mil pessoas infectadas conseguiram se recuperar. Os números de contaminação aumentaram em outubro de 2010, na região de Artibonite, no Haiti. Só nessa área houve 863 mortes. Porém, a doença ultrapassou os dez departamento do país e atingiu as regiões vizinhas.
Na República Dominicana, foram registrados 325 casos da doença e três mortes. Na tentativa de conter o avanço, vários governos do Caribe e da América Central adotaram programas emergenciais para impedir a propagação do cólera.
O governo do Brasil, por intermédio do Ministério da Saúde, liberou hoje R$ 11,8 milhões destinados à compra de vacinas para o Haiti. Deste total, R$ 4,3 milhões serão repassados para a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que comprará vacinas contra raiva animal e humana, difteria, tétano e coqueluche por meio de licitação internacional. O restante, R$ 7,5 milhões, ficará com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para a aquisição de geladeiras e demais aparelhos usados no armazenamento das vacinas.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários alertou, em janeiro, que a epidemia ameaça 2,2 milhões de crianças - que sofrem com a falta de acesso à água potável e às instalações sanitárias.
Há, ainda, no Haiti mais de 1 milhão de pessoas vivendo em alojamentos improvisados. Pelo menos 380 mil crianças moram em barracas nas principais cidades, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Postagens mais visitadas deste blog

As Bolachas de Barro existem mesmo no Haiti ?

Logo que comecei a pesquisar e ler sobre o Haiti, depois de janeiro 2008, sempre ouvi falar (e ler) sobre as tais Bolachas de Barro que os haitianos comiam por causa da miséria e não terem nada mais para comer. Quando aqui pisei pela primeira vez, em julho de 2009, junto com Verônica, essa era uma das "coisas" que a gente planejou ver, mas, mesmo indo a umas oito comunidades diferentes, da Capital e no Interior, passado um dia inteiro com amigos militares dentro das Instalações do BRABAT, e ainda pernoitado na casa de amigos haitianos antes de retornarmos ao Brasil via República Dominicana, não nos deparamos com ninguém que as comesse ou mesmo vendesse.

Nas duas experiências seguintes (outubro 2010 e janeiro 2012) também não encontramos nenhum vestígio dos tais "biscoitos de barro haitianos". Mas, enfim, em 2014, durante um programa sócio-missionário desenvolvido em parceria com a 2ª Companhia de Força de Paz do BRABAT, em Cité Soleil que durou 5 dias, ao visitarmo…

Moringa e Chocolate "Made in Haiti" chegam ao Mercado Norte-americano

Porto Príncipe, 25 de fevereiro de 2016.
Por Haiti Libre

Dois novos produtos haitianos estreiaram no mercado Norte-americano no começo de fevereiro através da Rede "Whole Foods Market", em escala nacional: a "Moringa Green Energy", das Indústrias Kuli Kuli, e as barras de chocolate "Taza Chocolate". Os ingredientes destes dois produtos são comprados diretamente de pequenos produtores agrícolas do Haiti. Este acesso direto ao Mercado, combina ajuda aos agricultores melhorando e desenvolvendo suas capacidades, o que significa um aumento da renda, e beneficiamento dos consumidores nos Estados Unidos de produtos de alta qualidade.
No caso da Moringa, a pioneira é a Organização sem fins lucrativos "Smallholder Farmers Alliance (SFA)", com o apoio da Fundação Clinton. E para os grãos de cacau utilizados na fabricação das barros de chocolate, é a Companhia "Produits des Iles S.A (PISA)".
"Nós ajudamos a conectar os agricultores haitianos di…

Brasil deixará Haiti em 2016: 'Serei o último a partir', diz general

Luis Kawaguti Da BBC Brasil em São Paulo
23 outubro 2015



"Em outubro de 2016, as últimas tropas da ONU vão partir do Haiti. Vou ficar para o último avião e encerrar a missão militar", afirma à BBC Brasil o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, que assumiu há cerca de dez dias o cargo de comandante-geral das forças da ONU no país caribenho e coordenará no próximo domingo a segurança das eleições presidenciais haitianas.

O Conselho de Segurança da ONU determinou neste mês que a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) termine no dia 15 de outubro de 2016, ocasião em que a comunidade internacional espera que um novo presidente haitiano já esteja exercendo seu mandato.

O Brasil comanda o setor militar da missão desde seu início em 2004. Até agora, o governo brasileiro previa que seus 850 militares começassem a voltar para casa em algum momento no ano que vem. Mas uma data oficial não havia sido estabelecida.

Até outubro de 2016, a missão será mantida com o …