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Haiti: Dor e revolta no primeiro aniversário do sismo

11/01 18:34 CET
euronews





No domingo, começaram no Haiti as cerimónias que assinalam a passagem do primeiro aniversário do terramoto que devastou o país e, sobretudo, a capital, Port-au-Prince.



Volvido um ano, a incerteza continua a marcar o futuro imediato do Haiti. Mais de um milhão de haitianos continua sem alojamento, vivendo em campos improvisados, em condições miseráveis e sem qualquer tipo de segurança.


“Não houve melhorias. Estamos pior. Não houve mudanças. Não fazem nada para ajudar o povo. Vivemos em tendas. Se tivesse havido mudanças, não estaríamos ainda a viver em tendas”, desabafa um cidadão.


Em vésperas de se assinalar o primeiro aniversário da catástrofe, as condições desumanas, a destruição e o caos continuam a marcar o dia a dia em Port-au-Prince e no sul do país. Um sobrevivente recorda, por exemplo, num prédio, onde viviam 16 pessoas, só foram resgatadas duas, uma delas com vida. Todas os outros corpos continuam entre os escombros.


E nada parece indicar que esta situação venha a mudar nos próximos tempos. O país está mergulhado numa grave crise política desde as eleições presidenciais e legislativas de novembro.

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