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Epidemia de cólera chega ao maior presídio do Haiti e mata ao menos 10

O GloboAgências internacionais

Haitianos protestam em Porto Príncipe na quinta-feira / AFP
GENEBRA - A epidemia de cólera que assola o Haiti atingiu o maior presídio do país, em Porto Príncipe, e já deixou pelo menos dez dos mais de 2 mil detentos mortos, informou nesta sexta-feira a Cruz Vermelha na Suíça.
No centro de detenção, que como a maioria dos presídios do país enfrenta problemas de superlotação, há ao menos 30 presos infectados com a doença.
Além da epidemia, responsável pela morte de mais de 1.180 pessoas, o Haiti enfrenta também violentos protestos, atualmente mais brandos, mas que chegaram na quinta-feira à capital .
Movidos por suspeitas de que foram soldados nepaleses da ONU que levaram o cólera ao país, muitos haitianos se voltaram contra as tropas da missão de estabilização das Nações Unidas (Minustah), incluindo militares brasileiros.
As manifestações ocorrem menos de duas semanas antes da eleição presidencial, marcada para o dia 28 de novembro.

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