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ASSALTARAM NOSSO CARRO - NÃO NOSSA FÉ, NOSSA ESPERANÇA E NOSSO AMOR: A DEUS TODA A GLÓRIA!

DOMINGO, 06 DE MAIO DE 2007.
O Senhor nosso Deus nos está permitindo experimentar momentos de intensa intimidade com Ele e de uma aplicabilidade prática dos Seus ensinamentos. Esse é o nosso sentimento ao compartilharmos nosso TESTEMUNHO de como foram os momentos do assalto a mão armada que nossa família sofreu neste último domingo.
O culto fora abençoador. A mensagem: "TEMOS MOTIVO PRA SORRIR?" - baseada em Gênesis 21:6, acalentadora - e divinamente propícia. O momento de comunhão pelos aniversariantes de abril festivo. Esse foi o ambiente que antecedia a experiência mais próxima dos dias de Paulo que imagino já ter experimentado.

Nos despedimos dos irmãos e fomos para o carro como sempre fazíamos. Colocamos a cadeirinha de Jéssica no porta-malas, as mochilas dos irmãos que levamos para casa sempre aos domingos e entramos todos: eu, Verônica e Jéssica no banco do passageiro, na frente; e nossas quatro ovelhas (três adolescente e uma esposa) no banco de trás. Eles fecharam suas portas. Verônica também fechou sua porta. E, quando fechei a minha me preparando para dar a ignição, um rapaz se aproximou pelo meu lado, bateu na porta e anunciou o assalto me mandando abrir a porta e sair o carro! Olhei, e vi que aparentava agitado e armado e que havia um outro à retaguarda encapusado também armado. Por fração de segundo imaginei que seria um bêbado querendo conversar com o Pastor, mas logo percebi que se trataria de um assalto. Ergui minhas mãos, pedi que se acalmasse que entregaríamos o carro - não resistiríamos! Olhei pra minha esposa e pedi que descesse do carro. Foi quando um terceiro bateu no teto e disse: MATA LOGO UM - QUE RESOLVE! Foi então que ela e os irmãos perceberam o assalto! Fui descendo devagar, mãos erguidas, pedindo calma e me dirigi para o outro lado passando por trás do carro. Nesse momento o encapusado assumiu o volante, deu a partida e já intentou dar ré, o que ocorreu com dificuldade pois errava as marchas e deixou o carro apagar. Verônica saiu com Jéssica (que a todo momento via e entendia o que acontecera sem que lhe precisássemos contar), mas os quatro ainda não tinha saído. "Escoltado" pelo rapaz, num súbito abri a porta de trás para que os irmãos descessem e fui empurrado (não percebi, eles que me contaram depois). Foi então que dois saíram. O carro começou ir de ré e os últimos dois tiveram que descer quase em movimento, entre os erros e acertos da marcha do motorista. Descemos todos, enfim. Eles entraram e avançaram em fuga. Atravessaram para contra mão pelo canteiro central. Foram uns 50 metros na contra mão e voltaram arrebentando o carro novamente pelo canteiro central e sumiram de nossas vistas. "Era verdade, aquilo realmente estava acontecendo!"

Jéssica chorou inconsolável nos perguntando a todo o tempo: "Papai, porque aqueles homens nos levaram o carro?". Verônica também não resistiu e caiu aos prantos - estava bastante assustada. Contudo, Deus me permitiu ver, sentir e agir como, acredito, Jesus agiria naquele momento - não que os outros não tenham Cristo ou seja eu especial ou diferente, apenas esta foi minha experiência. Tomou nossa filha nos braços, procurei acalmá-la, olhei em seus olhos e lhe disse: "Filha, porque está chorando? Eu estou aqui, mamãe está aqui e você também! Papai do Céu cuida de nós! Ele vai mandar nosso carro de volta!". Ela foi diminuindo o choro, reclinou a cabeça em meus ombros, e depois de alguns minutos, me disse: "Papai, Papai do Céu vai prender aqueles homens, não é? Ele vai mandar nosso carro pra gente, né?!". Abraçamos minha esposa e lhe disse quase a mesma frase: "Vê, Deus cuida de nós. Estamos aqui. Ilesos. Nossa integridade física e espiritual nenhum deles feriu - somos do Senhor! Nada acontece sem que Ele permita e governe! Nada foge do controle do Senhor!". Fomos à casa de uma família da igreja.

Tudo nosso estava no carro. Documentos pessoais, cartões do banco, de crédito, de saúde, CNH, Doc do carro, doc's de Verônica (a carteira minha e dela estavam no carro), nossas bíblias, material e anotações da igreja, máquina digital, CD's, meu telefone, o violão de um dos adolescentes, suas mochilas com roupas, doc's, material pessoal, as chaves de casa, do serviço, enfim, praticamente, TUDO estava no carro e lá permaneceu. Descemos sem apanhar nada. Somente o celular de Verônica que permaneu em sua mão.

Após uns 30 minutos na casa dessa família - o 190 acionado, tudo que podíamos fazer já tínhamos feito - um casal da igreja que também tem um veículo, veio ao nosso encontro e nos levou para que pudéssemos pernoitar em sua casa, já que não tínhamos como nem mesmo ir para nossa. Antes, fomos deixar os irmãos que estavam comigo no Uno em suas casas. No caminho, enquanto alguns choravam eu só conseguia lembrar de Paulo, no cárcere, cantando - e era o que eu fazia: cantava louvando ao Senhor. Olhando para as ruas da cidade, eis que avistei, em uma delas, nosso carro e os assaltantes já depenando. Pedi que o irmão parasse o carro. Desci e disse que fizesse o retorno à frente como se fosse voltar ao templo. Atravessei para outra mão e caminhei como se fosse um pedestre normal. E confirmei. Era o Uno com o porta-malas e as portas traseiras abertas. Passada a rua, entrei novamente no carro do irmão, liguei para o 190 e informei. A viatura da PM chegou uns 10 minutos depois. Permanecemos uns 100 metros abaixo da entrada da rua. Quando a viatura chegou sem fazer alardes, os informei e eles foram até o local. Mas, eles já tinham foragido novamente. Então percebi que haviam parado para trocar o pneu que estourou na fuga do templo. A PM continuou suas buscas e nós, depois de confundir um outro Uno semelhante ao nosso, mas que não era, fomos deixar os meninos em casa. Saímos direto para a delegacia registrar a ocorrência. A impressão do B.O. foi às 00h45 da segunda-feira (07/05). Chegamos na casa da família e deitamos.

O telefone celular de Verônica tocou às 07h. "Alô. Sr. André Souto?" - "Sim. Quem deseja?" - "Aqui é da 15ª DP. O senhor tem um Uno Mille EP 4portas?" - "Sim. Fomos assaltados ontem à noite. Por que?" - "Qual é a placa do seu carro?" - "CDH 7205" - "Seu carro foi detido hoje pela madrugada pela PM por volta da 00h30 com dois elementos retirando algumas peças aqui na Ceilândia, o senhor pode vir pra cá agora?" - "GRAÇAS A DEUS! Já estou indo!". NOSSO DEUS NUNCA FALHOU, NUNCA DEIXOU DE CUMPRIR UMA DE SUAS PROMESSAS. ELE NÃO MUDA. É VIVO. É JUSTO. É PERFEITO.

Fui até o local e constatei que realmente se tratava do nosso carro. Estava sem duas rodas, sem o som, e não havia mais nada de tudo o que deixamos dentro. Mas ele estava ali. Já havia sido encontrado. O agente que me recebeu no local me trouxe um molho de chaves e perguntou se eram minhas. Eram as chaves de casa - o molho completo, pois a minha via não tinha todas de casa! ETA DEUS MARAVILHOSO! Desci para a DP. Colocaram os dois que foram presos em flagrante e me pediram para reconhecê-los. Ele estava lá. O rapaz que anunciou o assalto, o autor, já estava preso. GLÓRIA A DEUS! Passei a manhã na DP. Meu vice-presidente ficou de olho no carro até o final da manhã à espera do guincho que o rebocaria para o depósito da DP. Liguei para meu Pai que veio me apoiar e ficar comigo, pois era um indigente até aquele momento: sem identidade, sem dinheiro, sem ninguém! Brincadeirinha! O SENHOR SEMPRE ESTEVE COMIGO E NUNCA FALTOU ALEGRIA, MESMO NAQUELE MOMENTO! Voltei ao local onde estava o carro. O irmão precisava trabalhar. Ele voltou para casa e eu para a DP. No caminho o celular toca novamente. "Alô. O sr. conhece a sra. Verônica?" - "Sim. É minha esposa, por que?" - "Aconteceu alguma coisa ontem?" - "Sim. Fomos assaltados na frente da igreja. Por que?" - "É que eu cheguei no meu lote hoje para continuar a construção e encontrei um bucado de material da 3ª Igreja Batista e os documentos dela, além de umas bíblias!" LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR! AQUELE HOMEM QUE ENCONTROU OS DOCUMENTOS DE VERÔNICA JÁ HAVIAM VÁRIOS ANOS QUE ESTAVA AFASTADO DA IGREJA, UMA BATISTA, E DEUS O USOU PARA ENCONTRAR OS DOC'S DELA. Quando ela foi buscar aproveitou para convidá-lo a retornar aos caminhos do Senhor e ele ficou bem animado!

À tarde foi a vez de minha esposa e um adolescente prestarem depoimento e fazerem o reconhecimento. O aparelho de som, os alto falantes e até a tampinha do volante/bozina já haviam sido recuperados. Faltavam os meus documentos!

3ª feira, hoje, 08/05. Voltei à DP com os outros três que faltavam testemunhar e reconhecer. No final da manhã, voltamos para casa e, por volta das 15h30, o telefone de casa tocou... era a cobrar! "Alô. Aí mora o sr. André Souto Bahia?" - "Sim! Quem tá falando?" - "É que eu encontrei uns documentos com sua foto e nome e queria saber como posso entregar?" - MARAVILHOSA GRAÇA, GRAÇA DE DEUS SEM PAR! Um garoto que passou pelo local onde havíamos visto os assaltantes trocando o pneu pouco depois, umas 23h, a mando da mãe para ir a um bar chamar alguém ou comprar alguma coisa, não me lembro, e viu a parte interna da carteira jogada na rua. Na 2ª, ele ligou pro 102, deu o nome completo e perguntou o telefone e eles lhe deram. Tentou nos ligar na 2ª, mas como não estávamos em casa, não conseguiu nos falar. TUDO ESTAVA LÁ: CNH, doc do carro, id mil, civil, OPBB, Título, TUDO!

Falta pouca coisa pra trazer o carro pra casa. Tudo, porém, simples demais! Alías. TUDO PARA O NOSSO DEUS É SIMPLES DEMAIS!

Lembrando da mensagem de domingo: "DEUS ME TEM FEITO SORRIR. E TODO AQUELE QUE O OUVIR, SORRIRÁ COMIGO!".

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